Populi multi oportet inveniet eam antipaticíssima, inveni pulchra, profunda, mirum, periculosa. Impossibile est sentire comfortable in circuitu ejus, non quia eorum praesentia Injucundum est sed quia nos sentit, quod ipsa non est, semper scientes exigo quis est venio circuitu tuo.
❝
Nem sempre faço o certo, sei disso. Tenho as minhas neuras, loucuras, tosquices, animalices, ironias, tolices, surtos imaginativos fantasiosos perturbadores. Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto. Mesmo que eu fique muda. Porque, apesar de parecer, nem tudo eu falo, muito eu guardo.
Como mocinha romântica que sou, ainda que disfarçada de macho cínico, sempre achei o amor a coisa mais importante dos quatro cantos do universo. E para isso malhei os glúteos incansavelmente, li todos os clássicos (ainda que muitos em tenha abandonado na página 4) e me cerquei de boa música, algumas roupas sensuais e expertises coxofemorais. Foram anos praticando a inalcançável perfeição até eu entender, já com alguma maturidade e infinitos pés na bunda, que não adianta nada disso se eu for uma chata dos infernos. O homem, esse ser insuportavelmente simples, inferior e tão necessário, só está buscando, em meio a histeria coletiva de tantos hormônios com cavidades convidativas, um ser humano que cheire bem e não encha a porra do saco. Infelizmente, viver é simples. Se o primeiro Buda a ser iluminado voltasse hoje e proferisse a uma mulher a mais sábia frase já dita no mundo, do alto de uma montanha encantada toda coberta de ouro e cercada por fadas trajando neon, ele diria: seja legal. Seja legal, sua vaca. Nada mais importa.
eu tenho 20 anos. meu compromisso é com a falta do mesmo. minha prisão é a liberdade ou a tentativa. sou jovem, petit. e sou agora pra não virar ontem antes da hora. e sou sempre pra não virar daqui a pouco. mantenho-me quimicamente sóbria, naturalmente louca. indiscutivelmente minha. sozinha com a lua. na rua. no bar com os amigos. na sua cama, nua. não vou protelar, amadurecer, deixar de ser. o tempo ainda está. então aproveito. deito, rolo, bagunço. minha verdade é esse minuto. e já passou. e hoje hoje hoje hoje eu sou o hoje. eu sou. eu ouço jazz, blues, música clássica e soul. a minha retina é feita de sexo, drogas e rock’n’roll. e nesse momento qualquer lugar é razão. se me chamar eu vou. eu dou um sim pra todo não.
coragem é só medo de ter medo.
todo mundo é universo,
esse peito aqui é multidão.
Vou te dizer o que sinto: sabe o que é você dormir pensando em alguém e acordar com esse mesmo alguém na sua cabeça? Como se já não bastasse o meu coração que acelera só quando falo contigo, tinha que dominar também os meus pensamentos? E os meus ouvidos? Parece coligados com minha alma, todo bom som e toda boa musica, me traz você. E os meus olhos, estes são deslumbrados por ti, porque quando os fecho, o seu rosto é a única coisa que consigo ver, de um jeito só meu, um jeito que tive que criar na tentativa de saciar a vontade de te ter. Minha boca já nem mais me obedece, vive falando seu nome sem me deixar perceber. E os meus lábios? Estes vivem na espera de encontrar os seus.
Vou te dizer o que sinto: sabe o que é você dormir pensando em alguém e acordar com esse mesmo alguém na sua cabeça? Como se já não bastasse o meu coração que acelera só quando falo contigo, tinha que dominar também os meus pensamentos? E os meus ouvidos? Parece coligados com minha alma, todo bom som e toda boa musica, me traz você. E os meus olhos, estes são deslumbrados por ti, porque quando os fecho, o seu rosto é a única coisa que consigo ver, de um jeito só meu, um jeito que tive que criar na tentativa de saciar a vontade de te ter. Minha boca já nem mais me obedece, vive falando seu nome sem me deixar perceber. E os meus lábios? Estes vivem na espera de encontrar os seus.